Cracker Americano é preso pelo FBI após dois anos de investigação; ele chantageava vítimas em troca de favores sexuais.
“Sextorsão” foi como a ciberpolícia de Los Angele apelidou esse caso: Californiano de 31 anos infectava propositadamente o computador de suas vítimas e depois fazia chantagens de teor sexual. A investigação durou 2 anos.
O comum nesse tipo de golpe, é o cracker usa um malware (software malicioso) para invadir um micro para roubar dados pessoais e financeiros, mas nesse caso o homem usava um trojan para chantagear suas vítimas.
Depois que o cybercriminoso infectava o micro da vítima, ele usava uma rede social para espalhar o vírus. “Era um ataque de engenharia social”, disse o agente Tanith Rogers, co-investigador no caso.
O cracker fez mais de 200 vítimas, muitas delas adolescentes. Para “ajudar” o criminoso, muitas jamais desligavam o micro, possibilitando que ele gravasse tudo o que faziam no ambiente.
“O mais assustador nesse caso era o quão facilmente os micros das vítimas eram comprometidos”, disse o agente especial Jeff Kirkpatrick, que trabalhou no caso.
Ao todo ele acessou os dados de 230 pessoas, em mais de 130 micros e ”E ele nem é um gênio dos computadores”, disse Kirkpatrick. “Qualquer um pode fazer isso apenas com o material disponível online”, afirma.
As vítimas – particularmente as adolescentes – ficavam aterrorizadas diante da invasão completa de sua privacidade, e a maioria tinha medo de contar aos pais. “Ele usava o medo para controlá-las”, explica Rogers.
Às vezes, ele se passava por uma amiga ou irmã da vítima e enviava mensagens perguntando se a pessoa queria ver um “vídeo assustador”. Como elas pareciam vir de alguém conhecido, a vítima geralmente clicava no anexo. Pronto: o vírus se instalava secretamente e dava ao cracker total controle sobre o PC.
“Se ele não tivesse tentado contactar as vítimas”, disse Rogers, “poderia ter feito isso para sempre, sem que elas suspeitassem estar sendo vigiadas”.
* com informações do FBI